A RODA DO ANO - SABATHS
OS OITOS GRANDES DIAS - A
RODA DO ANO - OS SABBATHS
SAMHAIN – O ANO NOVO - 30 de abril
Samhain marca tanto o fim como o início de um novo ano. É nessa
festividade que se comemora o Dia dos Mortos e o ano novo. É o dia em que comemoramos o Ano Novo Celta.
Samhain é também conhecido sob os nomes
de Festa dos Mortos ou Festa das Maçãs. Era a festa céltica dos mortos. Tem sua
representatividade no inverno com a chegada da fome, frio, tempestades. No
Hemisfério Norte, a neve trazia a morte das plantas, o fim das colheitas que
ainda restassem. Assim, o homem aprendeu que era necessário manter provisões
para essa época do ano. É a noite em que a tênue linha entre o mundo dos
“vivos” e o dos que já partiram está mais frágil. Como a reencarnação é dogma
aceito na religião, não é uma data de tristeza pelos que já cruzaram a ponte
para o Summerland, é apenas um reconhecimento do fato inevitável de que, se
nascemos, um dia morreremos. É nessa noite que o Deus tem sua Morte simbólica
(lembremo-nos do inverno em que o sol fica menos aparente). Na Roda do Ano,
Samhain marca o início da estação da morte: o inverno. A Deusa da Agricultura abdica de seu poder
sobre a Terra em favor do Deus da Caça. Os campos férteis do verão cedem o
lugar às florestas nuas e brancas de neve.
Para celebrar Samhain, eram acesas
fogueiras nas terras altas, ou colinas encantadas, nas quais os espíritos
residiam. Ali moravam os espíritos dos ancestrais e deuses vencidos dos
períodos mais remotos da história e da mitologia.
Correspondências de Samhain
Frutas e plantas
Maçãs, verbena, abóboras, sálvia, palha,
crisântemo, absinto, pêra, avelã, romã, grãos variados e castanhas.
Comida Típica
Beterrabas, nabos, comidas com milho,
castanhas assadas, pratos à base de gengibre, sidra, vinho quente e pratos com
carne.
YULE – SOLSTÍCIO DE INVERNO - 21 de junho
Agora, passada sua morte simbólica, nosso
Deus renasce simboliza a reencarnação para os espíritos, assim como a
ressurreição do divino). Ele renasce como o filho gerado da Deusa e de si
próprio em Beltane, a CRIANÇA DA PROMESSA. Yule representa o fim dos dias
escuros. O Sol ressurge no céu, trazendo seu calor para começar a derreter a
neve e trazer de volta a vida a campos e florestas.
Provavelmente o Natal cristão tenha suas
bases nesse antigo festival comemorativo pagão. Em Yule é tempo de
reencontrarmos nossas esperanças, clamando a nossos Deuses que rejuvenesçam
nossos corpos e corações e que nos dêem forças para nos libertarmos das coisas
antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e
renascermos com sua pureza e alegria.
Essa é a noite mais longa do ano, em que
a deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que
nasceu para trazer Luz ao mundo. É a hora de encontrarmos a Luz clamada em
Samhain, de compreender que tudo é cíclico na existência. Em Yule, a Deusa é
honrada em seu aspecto divino de Mãe, sendo o Deus sua criança divina, o novo
ano solar.
Correspondências de Yule
Frutas e plantas
Louro, camomila, alecrim, sálvia, zimbo,
cedro e outras ervas solares.
Comida Típica
Castanhas assadas, frutas como maçã e
pêra, bolos de castanhas embebidos de cidra, chás de gengibre ou hibisco.
IMBOLC – CANDLEMAS - 01 de agosto
É a festa do Fogo ou
Noite de Brigit.
Candlemas é o nome dado cristianizado para
o festival, praticado ainda na Irlanda pelas congregadas de Santa Brígida. Os
nomes pagãos mais antigos eram Imbolc e Oimelc. Imbolc quer dizer,
literalmente, em gaélico, “na barriga” (da Mãe). Significa que no útero de
Terra de Mãe, escondido de nossa visão mundana, a semente que foi plantada no
solstício (Beltane) nasceu e agora está crescendo e se intelectualizando, é o
novo ano que cresce. Oimelc quer dizer “leite de ovelhas”, porque esta é também
a estação da amamentação desses animais.
O festival é também conhecido como “O Dia
de Brigit”, em honra à grande deusa irlandesa Brigit. E seu santuário, na
cidade irlandesa de Kildare, um grupo de 19 sacerdotisas cristãs (nenhum homem
é permitido na ordem) mantém uma chama perpétua que queima em honra a Brigit.
Brigit é considerada uma deusa do fogo, patrona da poesia, cura e música
(especialmente dotes curativos ligados à obstetrícia). Esse simbolismo triplo é
bem expressado nas figuras da Deusa, normalmente com três mulheres a
representando. Outra forma do nome Brigit pode ser traduzida como as Noiva, e
qualquer mulher próxima a se casar, na Antiguidade de culturas pagãs, era
chamada “ a noiva” em honra a essa deusa.
Os Rituais de candlemas envolvem
celebrações de despedida do inverno e boas-vindas à primavera. O Sol
recém-nascido que representa o Deus é visto como uma criança pequena que ainda
se alimenta de sua Mãe. É época para novos começos. Planejamento para o ano que
cresce, assim como a obtenção de conhecimentos filosóficos, práticos e técnicos
para que nossos objetivos se cumpram. É a melhor época do ano para dedicações e
iniciações na arte.
É
tradicional em Candlemas acender todas as luzes da casa por alguns minutos À
noite, simbolizando assim o retorno do Sol e do calor à Terra. Esse calor aquece
a Terra, ou seja, a Deusa, e proporciona ao longo do período a germinação das
sementes. É o Sabbath dedicado à purificação. Deve-se ter muitas velas acesas
que representam a própria iluminação e inspiração. Imbolc também é conhecido
como Oimelc, Lupercalia e Festa de Pã. Algumas bruxas executam um rito chamado
“Cama de Noiva”, que consiste na fabricação de uma boneca de palha de milho que
representaria a Deusa e que é colocada em uma cesta junto a uma espiga de milho
que representaria o Deus. A Deusa é então honrada como a Donzela do Milho e o
Deus, como o Pai do Espírito.
Correspondências de Imbolc
Frutas e plantas
Angélica, manjericão, louo, benjoin,
urze, mirra e flores amarelas.
Comida Típica
Laticínios, creme azedo, comidas
condimentadas e encorpadas, pratos com pimenta, curry, cebolas, cebolinha ou
alho-poró, pratos com passas e um vinho bem forte.
OSTARA - EQUINÓCIO DA PRIMAVERA - 21 de setembro
Ostara, também chamado de Equinócio de
Primavera ou Equinócio Vernal, celebra a cegada da nova estação. Esse festival
celebra o dia em que o Sol, em sua migração para Norte, atravessa a linha do
Equador. Ostara marca a data em que noite e dia são iguais e equilibrados em
sua duração. Um dos símbolos de ostara é o ovo, assim como o coelho. O coelho é
o animal sagrado da Deusa Oster (palavra que significa “época de páscoa” na
Alemanha), Deusa escandinava da fertilidade e é Ela que honramos nesse dia.
Durante Ostara, a neve começa a derreter nos campos, os dias estão adquirindo
mais luz e calor e as folhas e flores começam a brotar. Esse é um tempo para
regozijo, dança, celebração. O inverno passou e nós sobrevivemos à aspereza dos
dias mais escuros. A vida começa novamente. Esse é um tempo para plantar as
sementes de nossa flor, erva, legume e jardins espirituais. Que sonhos a serem
fertilizados pela terra você plantará? Em vista a analogias no nome,
simbolismos e época, queremos crer ter sido nessa antiga festividade pagã a
origem da páscoa hebraico-cristã.
É prática a decoração (com símbolos
mágicos) de ovos crus ou cozidos. Ovos decorados sempre foram símbolos de
fertilidade.
Em Ostara, o Deus e a Deusa despertam nos
animais selvagens o desejo À reprodução. O Deus vivencia sua plena maturidade e
a Deusa é reverenciada no seu aspecto de Deusa da primavera.
Correspondências de Ostara
Frutas e plantas
Flores do campo, cinco-folhas, narciso,
madressilva, íris, jasmim, rosa, morango e violeta.
Comida Típica
Sementes como o goirassol, abóbora e
gergelin, assim como castanhas de Pinheiro, Brotos, verduras folhosas e verdes.
Pratos com flores, como nastúrcios recheados ou bolinhos de cravo.
BELTANE - 31 de outubro – 01 de novembro
A fogueira de Belenos, festa da primavera
A palavra Beltane (Beltaine, Belltaine, Beltain,
Beltine, Bealteine, Bealtuim, Boaldyn), significa “fogo luminoso” ou “fogo
sagrado” e celebra o começo do verão, a colheita e a passagem da estação.
Beltane honra a face do deus Sol Céltico continental e curandeiro, Belenos.
Beltane é a anglicização da palavra
irlandesa Bealtaine ou o Bealtuinn escocês. Enquanto a terminação tene
refere-se claramente a fogo, ninguém pode realmente afirmar que a terminação
Bel se refira a Belenus, o deus pastoral, ou de bel “brilhante”. É certo que
sempre foi uma tradição saltar entre dois fogos de Beltane 9fogueiras,
caldeirões ou tochas) para obter boa fortuna, saúde para seu gado e
prosperidade.
Quando os Druidas e seus sucessores, nas
vésperas de maio, elevavam os fogos de Beltane nas terras altas das Ilhas Britânicas,
eles estavam executando um ato real de magia, na intenção de trazer a luz do
Sol até a terra. Na Escócia, eram extintos todos os fogos na casa , e os
grandes fogos eram acesos nas matas e florestas. Era costume que os homens
usassem madeira das nove árvores sagradas. Quando a madeira estourava nas
chamas, proclamava o triunfo da luz sobre a escuridão durante a metade do ano.
Em Beltane, celebramos o grande amor que
dá vida a tudo. O Deus e a Deusa estão férteis e apaixonados e de seu amor,
tudo, absolutamente tudo, nascerá. O fogo da paixão embala os corpos dos
amantes que, na noite de Beltane, se encontram para celebrar essa união divina.
Uma das tradições mais belas de Beltane é
o MAYPOLE, ou Mastro de Fitas. Um mastro é erguido e se prendem fitas coloridas
(cada qual representando um desejo) que, numa dança ritualística, em alegria,
serão trançadas, assim como se trança o destino. Com essa prática, colocamo-nos
sob a proteção dos Deuses.
Correspondências de Beltane
Frutas e plantas
Amêndoa, angélica, freixo, margarida,
olíbano, hera, mal-me-quer.
Comida Típica
Alimentos vindos ou derivados do leite,
creme de cravo-de-defunto, sorvetes de baunilha, bolos de aveia.
LITHA – SOLSTÍCIO DE VERÃO - 21 de dezembro
Litha é celebrado pelos bruxos e bruxas e
demais culturas pagãs em todas as partes do mundo. O Solstício de verão é o dia
mais longo do ano, quando o Sol está em
seu zênite, e, por conseguinte, também marca a menor noite do ano. Em muitas
tradições, Litha simboliza o fim do reinado do Rei do Carvalho, que é
substituído agora pelo Rei Azevinho, que regerá a Roda do Ano até o solstício
de inverno. É a época ideal para adivinhações, rituais curativos e magia em
geral, uma vez que o Deus chega ao ponto máximo de seu poder.
Até agora, Deus e Deusa regeram o ano de
forma suprema, eles impuseram seus desejos no reino dos vivos sem desafiantes,
mas agora uma figura sombria faz seu aparecimento. Esse é o início do antigo
tema pagão da batalha entre irmãos: os reis claros e escuros começam seu
conflito. O Rei escuro tenta dominar a rainha Clara; a criança que ela carrega
representa o renascimento da Luz. Eles lutam, luz contra escuridão, mas nessa
época, o Sol ainda está na plenitude de seus poderes, e o Rei Claro derrota
desafiante, mas fica seriamente ferido e sua força começa a diminuir. Apesar de
vencida, a escuridão toma seu lugar na existência, e essa é uma regra imutável.
Correspondências de Litha
Frutas e plantas
Camomila, cinco-folhas, sabugueiro,
lavanda, Artemísia, pinho, rosa e verbena.
Comidas Típicas
Vegetais frescos, frutas do verão, pão de
centeio integral, cerveja e hidromel.
LUGHNASAD - 01 de
fevereiro
Lammas (cristão) ou Festa da Primavera Colheita
Esse festival marca o fim do verão e o
começo do outono.
Lammas é o nome cristão adotado na era
medieval e significa “muito pão”, pois pães eram assados nesse dia com os
primeiros grãos colhidos, fruto do que havia sido plantado em Beltane e eles
permaneceram nos altares s igrejas como forma de oferenda em agradecimento às
boas colheitas. Lammas é tipicamente uma festa agrícola.
No gaélico irlandês, a festa é chamada de
Lughnasad, e é dedicada ao Deus Sol Celta Lugh. Na mitologia celta, ele é o
maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes, que exigiam sacrifícios humanos
do povo.
Esse festival tem dois aspectos
principais:
1
– Honrar ao deus Lugh (Lleu, para os galeses), filho adotivo de Tailtiu, por
meio dos antigos festivais de fogo célticos que provavelmente representavam
cerimônias funerárias em sua honra.
2
- Já em seu aspecto de lammas,
representa o banquete saxônio de Pão, no qual era consumido o pão ritual,
representando assim o fruto da primeira colheita.
Uma outra visão do festival liga-o
diretamente a Litha. O Rei de milho, ferido fatalmente em Litha, está morto e
seu corpo se espalha pelos campos na forma de milho, pronto para ser colhido.
Não haverá fome durante o longo inverno que se aproxima e seu sangue correrá em
nossas veias. É tempo de agradecer ao Deus por seu sacrifício (sacro-ofício)
que permite-nos obter pro meio de seu corpo o alimento necessário. É época de
colher, colher o que plantamos.
É costume de Lughnasad que se façam
bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os Deuses, que
nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Durante a cerimônia do
festival, o boneco representando o deus do milho é queimado, para nos lembrar
do sacrifício do Senhor do Milho, assim como de que devemos nos livrar de tudo
o que é antigo e desgastado para que possamos colher uma nova vida.
Correspondências de Lughnasad
Frutas e plantas
Flores da acácia, aloé, olíbano, urze,
murta, girassol, milho e trigo.
Comidas Típicas
Pães de todos os tipos, amoras pretas,
maçãs verdes, grãos e frutos maduros, assim como a cidra.
MABON – EQUINÓCIO DE OUTONO - 21 de
março
Mabon é também chamado de Equinócio de
Outono. Esse é o segundo período do ano em que o sol se encontra diretamente
sobre o Equador e em que dia e noite têm igual duração. É nessa fase que a luz
e escuridão estão equilibradas, mas a escuridão começa a ganhar da Luz e, em
breve, a escuridão suplantará a Luz. Esse Sabbath é encarado como um tempo de, gratidão
aos deuses e reflexão, representa a segunda colheita da Roda e é a maior
colheita do ano. Mabon marca o momento de começarmos a compreender que em breve
a Morte de nosso Deus mais uma vez se manifestará.
Em Mabon, temos a convicção de que a cada
dia nosso deus, o Sol, enfraquece seus raios e diminui sua luz. Ele está
envelhecendo e morrendo lentamente como as plantas colhidas da terra. Ele
gastou todo seu poder fertilizador durante os Sabbaths anteriores, e é esse
poder que agora é colhido por nós nas colheitas nessa época. Nossa Deusa,
grávida, mantém-se de pé diante do leito de morte do Deus, mas ela tem a
promessa de seu renascimento dentro do útero, por isso não está triste. Ele aos
poucos definha em seus braços. As plantas estão começando a morrer e suas
folhas caem e tornam-se de um marrom desvitalizado. Animais estão preparando o
abrigo para o frio que se aproxima.
Considerando que esse é um dos dois dias
de equilíbrio no ano (como vimos em Ostara), é tradicional fazer uma limpeza na
casa. Deverão ser abençoados os umbrais da casa para proteção dos que nela
vivem. Compre roupas novas, renove seu guarda-roupa. É uma ótima época para
feitiços que visam ao seu equilíbrio, seja financeiro, amoroso ou profissional.
Abra mão de culpas que não pertencem a você substituindo-as por carinho e
aceitação. Aumente sua auto-estima. Leia muito, renove também seus conceitos
intelectuais. Andar de pés descalços na natureza é ótimo para equilibrar-se
energeticamente.
Devemos também pedir pelos que estão
doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e conforto,
assim como é a época ideal para prestar homenagens a nossos antepassados
femininos, queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo
palavras de gratidão e bênçãos.
Correspondências de Mabon
Frutas e plantas
Flores de acácia, benjoim, madressilva,
malmequer, mirra, folhas e cascas de carvalho.
Comidas Típicas
Pães variados, amoras pretas,
jabuticabas, frutos do carvalho (cuidado com o veneno), maçãs verdes, frutas da
época e vinho de uva, ou de qualquer das frutas mencionadas.
ESBATHS - RITOS DA LUA
Esbbath é correspondente a festejo lunar.
Cada uma das referidas fases da Lua correspondem a um período energicamente
favorável para determinadas práticas. Sedo a Lua Cheia o plenilúnio, ou a maior
época de poder da Lua (graças a seu aspecto cheio que reflete a Luz solar e dos
planetas e estrelas com maior intensidade). Os Esbbaths seriam as festividades
para a prática de magia, alinhada a proximidade do praticante a energia Lunar
de nossa Deusa.
Assim Esbbaths acabam por ser
reconhecidos erroneamente como “festas de Lua Cheia”, quando, na verdade,
qualquer celebração a qualquer fase da Lua deverá ser considerada como um
Esbbath.
Os Esbbaths não possuem uma ritualística
fixa. Eles devem ser festejados de forma extremamente natural, principalmente
quando não houver envolvimento de feitiços. Um vinho tinto ou cidra utilizada
nos Sabbaths pode e mesmo deve ser substituído por vinho branco, bebida mais
ligada a energia Lunar. Por vezes, deitar-se a luz da Lua, escutar uma boa
música, recitar um poema em homenagem a Deusa ou reunir-se aos amigos para
divertir-se de forma natural podem ser considerados como um bom festejo de
Esbbath.
O CÍRCULO MÁGICO DE PROTEÇÃO
Precisamos do círculo mágico
para garantir nossa proteção durante nossos rituais, pois, quando ele é aberto
corretamente, nada pode nos atacar, além disso, depois de aberto, nada sai e
nada entra.
Seu formato, círculo, nos
mostra que nele não há começo nem fim. Ele deve ser visto, no momento de sua
abertura, como uma espécie de bolha que penetra no solo e acima de sua cabeça.A energia gerada ficará
contida dentro dele e você poderá facilmente constatar a presença desta energia
por causa da mudança de temperatura dentro dele.Dentro do círculo, que é um
lugar sagrado, deve ser feito as celebrações, os rituais e o trabalho mágico.
Invocar
as proteções (Espíritos dos Quadrantes) traz o poder das quatro direções e quatro elementos dentro do
Círculo Mágico. Quanto mais elementar for o poder que você traz para dentro do
circulo do ritual, maior o sucesso de sua magia.
No final do festejo ou ritual de magia, agradeça aos
Espíritos dos quadrantes, em seguida à Deusa e ao Deus por sua presença,
gentileza e ajuda. Então, encerre o Grande Círculo segurando seu atame ou sua
varinha à sua frente e com sua e com a mão dominante, apontando para norte,
leste, sul, oeste e erguendo as duas mãos ao centro do círculo faça seus agradecimentos as proteções que ali estiveram.