terça-feira, 26 de junho de 2012

POR DENTRO DO ASSUNTO...

Descartado o  fim do mundo para 2012

Escavações numa casa na Guatemala descobrem novo calendário maia que prevê que o mundo continuará por, pelo menos, 7.000 anos mais.

Uma equipe de arqueólogos descobriu os calendários astronômicos maias mais antigos de que se tem notícia e que descartam o fim do mundo em 2012, revelou um estudo publicado no dia 10 de maio, nos Estados Unidos. A descoberta se deu durante as escavações em uma casa, no sítio de Xultún, na Guatemala, e, contrariando a crença popular, não dá qualquer indício de que o fim do mundo ocorrerá este ano, afirmou o arqueólogo William Saturno, da Universidade de Boston, que chefiou a expedição e a escavação. “Os antigos maias previram que o mundo continuará e que, em 7.000 anos, as coisas serão exatamente como eram então”, acrescentou Saturno.

Em um dos quartos da residência, os muros estão cobertos de hieróglifos, com símbolos gravados na pedra e que, na maior parte, representam números de cálculos relacionados aos diferentes ciclos do calendário maia. Trata-se de um calendário cerimonial de 260 dias, do calendário solar de 365 dias, bem como do ciclo anual de 584 dias do planeta Vênus e do de 780 dias de Marte, enquanto os demais acompanham as outras fases lunares. Os hieróglifos são do século IX, isto é, centenas de anos mais antigos que os calendários dos Códices Maias, que foram registrados em livros de 1300 a 1521.

Inscrições
Segundo William Saturno, as inscrições parecem a tentativa de alguém para decifrar um grande problema matemático, como se um muro fosse um quadro negro. “Pela primeira vez podemos ver quais são os dados guardados por um escriba, cujo trabalho era conservar os dados na comunidade maia”, ele explicou. “O mais excitante é a revelação de que os maias se dedicavam a fazer cálculos durante centenas de anos e em locais diferentes dos livros, antes que fossem gravados os Códices, que representam os arquivos desta civilização pré-colombiana, em grande parte destruída pelos conquistadores espanhóis”, afirmou Anthony Aveni, professor de astronomia da Universidade Colgate (Nova York), co-autor do estudo.

Escavações
Cientistas afirmam que escavações revelaram as pinturas internas, que incluem figuras humanas usando vestimentas com plumas. São os primeiros exemplos de arte maia no interior de uma casa, destaca David Stuart, professor de arte meso-americana da Universidade do Texas, que decifrou os hieróglifos. “É estranho que as descobertas de Xultún existam. Estas inscrições e trabalhos de arte nos muros não se conservam bem nos terrenos baixos dos maias, especialmente em uma casa enterrada apenas a um metro sob a superfície”, afirmou Saturno. Os trabalhos serão publicados na revista americana Science e na edição de junho da National Geographic.
Mas…
Uma análise desapaixonada desse assunto recomenda que não se dê crédito imediato, nem às descobertas anteriores – que falam do fim do mundo (ou de uma mudança radical na Terra) em 21 de dezembro de 2012 – nem às atuais descobertas, que desmentem as anteriores. Não há por que aceitar como verdades indiscutíveis tudo o que se encontra em ruínas centenárias ou milenares, só porque foi encontrado em ruínas centenárias ou milenares. Os povos antigos, assim como os atuais, também eram capazes de escrever tolices e fantasiar fatos, por que não? Por que julgá-los mais sábios (ou mais estúpidos) do que os povos de hoje? Portanto, a prudência recomenda que se espere, para comprovar ou desmentir as descobertas. Só o tempo não mente jamais.
Fontes pesquisadas (textos e imagens): http://www.vocesabia.net/


domingo, 24 de junho de 2012

POR DENTRO DO ASSUNTO...

SOLSTÍCIO DE INVERNO - YULE


Segundo a Ciência...

Solstício de inverno é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno. Ocorre normalmente por volta do dia 21 de Junho no hemisfério sul e 22 de Dezembro no hemisfério norte. Esta data também era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral a associavam simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento.
Segundo a Sagrada Arte...
Esta é uma das celebrações mais importantes anuais e a palavra deriva do vocábulo nórdico “Jul” que significa “roda”. Nesta comemoração o fogo permanecia aceso durante os 12 dias seguintes ao Solstício -palavra que originada em Sol y sistere, ficar quieto, momento em que o só permanece imóvel- nesses dias se brindava bebendo em honra do que seria realizado nos próximos 12 meses. Nas tradições pagãs, a Árvore simboliza o tronco de Yule, o Yggdrassil; decorar com velas é representar o Sol, e nele se faziam oferendas aos deuses e também libações nele com azeite e vinho. No décimo segundo dia acontecia a queima da árvore, hoje simbolizada pelo tronco de Yule, e as cinzas eram espalhadas nos campos (podemos fazer isso em nossos pátios e/ou quintais) como uma forma de trazer regeneração, sorte, prosperidade, abundância e fartura para o próximo ano.
As cinza protegem a casa se espalhadas ao redor dela, depois de que o tronco tenha estado ardendo por 12 horas ou mais. As coroas que se colocam nas portas, e nas paredes representam a Roda Solar ou Sun Cross; maçãs, doces, azevinho, e fogueiras são outras caraterísticas de Yule. Antigamente acendiam-se grandes fogueira nesta festividade, e dançava-se ao redor delas girando muitas vezes como uma forma de atrair as mudanças tanto internas como externas. Podemos ver aqui a semelhança com a festa de São João e os motivos pelos quais a igreja a determinou, ainda que de uma forma bastante distorcida. Posteriormente o tronco de Yule foi trazido para dentro das casas, e nele se talhavam sois, símbolos mágicos ou figuras masculinas, e era depois decorado com folhas. Belém, a manjedoura, etc, não são nada mais que a recriação da “Caverna Sagrada” onde a Mãe dá a Luz à Criança-Sol; a caverna contêm em seu simbolismo a estabilidade da Terra e a sua energia, representando a quietude do inverno e a escuridão protetora que existe no interior do ventre da Grande Mãe. As divindades reverenciadas neste tempo são a Deusa como Mãe da Criança-Sol (Isthar, Isis, Maria…) não por serem fecundadas pelo seu consorte, mas sim em seu aspecto Sábio e pelo Poder da Anciã, Rainha do Sub-mundo, lugar de onde vem o Sol, sendo que somente Ela pode devolvê-lo a Mãe Terra, permitindo o seu renascimento cíclico.
Fontes pesquisadas(textos e imagens):
http://magiabruxa.com/;http://pt.wikipedia.org/;http://espacoviasol.blogspot.com.br/;http://www.fanpop.com/.